A Natureza, as mega-centrais, a transição e a consciência democrática
A Natureza como nascimento ou como conceito?
Nos píncaros do desenvolvimento científico-tecnológico, em que a tecnologia tudo parece resolver, permanecem duas opções civilizacionais incompatíveis: encarar a Natureza como nascimento, do qual fazemos parte, ou como conceito que dominamos entendendo-a como “um ser à nossa mercê, um ser relativamente ao qual podemos fazer as nossas previsões, tomar as nossas medidas, na crença de que cada vez mais estará à nossa mercê”(1). A primeira implica assumir o nosso lugar na comunidade infinita, com tudo o que de transformação envolve a caminho de um mundo melhor para todos. A segunda remete-nos para a industrialização crescente, cujos resultados já estão à vista até dos mais distraídos.
Tomando a Natureza como nascimento, o conhecimento científico-tecnológico fica ao serviço da complexidade e dos seus equilíbrios, tanto em relação aos elementos naturais como às sociedades humanas. O conhecimento acumulado e das diferentes proveniências – empírico, académico, científico, artístico, artesanal, antropológico, cultural – preserva o bem-estar de todos, humanos e não-humanos. Tomando a Natureza como mero conceito, como se faz desde o séc.XIX, o conhecimento científico-tecnológico vai acabar por substituir a complexidade (natural, social, cultural, económica,…) pela formatação criando sistemas simplificados e eficientes, que maximizam lucros para que os ricos sejam ainda mais ricos e controlem todos os recursos e meios de produção. Actualmente, e apesar de tudo, parece ainda haver escolha e é neste contexto que a contestação aos projectos das mega-centrais solares Beira e Sophia constituem um caso bastante interessante.
O que se passa na Beira Baixa?
De alguns anos para cá, é cada vez mais visível a multiplicação de painéis solares. Mas em Novembro, a escala dos projectos das mega-centrais Beira e Sophia na Beira Baixa levou a sociedade civil para as ruas, em forte contestação. Os concelhos abrangidos – Castelo Branco, Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor – são zonas da Beira Baixa muito despovoadas, mas com um importante património cultural e natural – geológico, biológico, paisagístico. Património esse que, no contexto actual, é o grande tesouro que tem atraído os que, seduzidos pela paisagem e fartos das grandes cidades, querem desacelerar e viver de forma mais autónoma, reconectando-se com a Natureza. Aos projectos já existentes, estes novos beirões (estrangeiros e nacionais) juntaram mais iniciativas que ensaiam e afirmam a exequibilidade de novas formas de vida que não se enquadram na noção de progresso vigente. Este, baseado no crescimento económico ilimitado, está bem enraizado no território, quer no poder político local, na Academia ou nas forças vivas.
A comunidade alternativa continua a aumentar, mas está ainda longe de criar uma realidade suficientemente transformadora que desconstrua as noções instaladas de progresso e de qualidade de vida. A isto, junta-se a questão da sociedade civil, factor fundamental para criar equilíbrios e apoiar o poder político na tomada de decisões difíceis. Depois do 25 de Abril, a sociedade civil foi-se desvanecendo, fruto da rede de interdependências – as Câmaras são o grande empregador –, o que tem fortalecido o pacto da mediocridade. Quem tem espírito crítico e questiona o que não está bem é visto como inimigo a abater. E, como sabemos, as consequências podem realmente ser devastadoras, com a vida a transformar-se num inferno.
Perdida a visão holística, esquecida a inteligência do lugar (2), desvalorizam-se os bens naturais – a verdadeira galinha dos ovos de ouro. Apenas os ovos interessam e quantos mais forem e mais depressa se multiplicarem, melhor. Esta obsessão acrítica pelo dinheiro, como se alguém o pudesse comer, ignorando a sua face negra, norteia as decisões políticas, onde os autarcas concorrem entre si para atraírem os grandes investimentos que dizem ir, finalmente, desenvolver os seus municípios. Para manter essa ficção, ignora-se tudo e mais alguma coisa. Veja-se, por exemplo, o que está a acontecer com a central de biomassa do Fundão (3), com os amendoais intensivos e o glifosato na Bio-região de Idanha-a-Nova (4) e agora com a construção do IC31 em formato de autoestrada (5). Ignora-se também a comunidade científica, que alerta continuamente para o colapso dos sistemas naturais, com os nove limites do planeta a serem atingidos de forma galopante, sete dos quais já foram ultrapassados (6). Ignora-se a Agência Europeia do Ambiente que alerta há muito tempo para a interdependência entre a economia e os bens naturais (7). A realidade em que vivemos é já, não a do planeta Terra, mas a ficção de um segundo planeta liberto das leis naturais. Só que essa ficção não nos devolve o que já destruímos e sem natureza não há economia. Friso: sem natureza não há economia.
Como foi previsto nos anos setenta, estamos a caminhar alegremente para o colapso (8). Ou, como muitos autores afirmam, estamos já a colapsar (9)?
A produção agropecuária é a alma deste território, foi moldando a paisagem, as suas gentes e a sua cultura. Mas a evolução dos mercados, as políticas a nível europeu, a nível nacional e regional, a par do êxodo para o litoral, foi desmantelando o mundo rural sem se priorizarem a integração e a regulamentação dessas transformações de forma a conciliar a economia e a preservação dos bens naturais, que são os recursos endógenos locais. O desmantelamento do mundo rural iniciado há décadas, criou um vazio nas suas gentes cujas raízes são bem entranhadas na terra, deixando-os à deriva e dependentes de promessas vãs. A tudo isto junta-se a perda de peso político da região que, com o despovoamento, foi perdendo deputados. Agora é preciso gerir um vasto território, com povoado disperso e com meios cada vez mais escassos, situação que agudiza as assimetrias entre interior e litoral.
Para as mega-empresas, este espaço, simbólica e produtivamente esvaziado; despovoado, esquecido pelo poder central; sem sociedade civil e com os seus líderes ávidos de “progresso”, constitui um verdadeiro paraíso para as suas megalomanias extractivistas. Daí o aumento da financeirização dos terrenos, da mineração (ex.: a Serra da Argemela), a multiplicação das centrais fotovoltaicas e, para breve, a proliferação de Centros de Dados de Inteligência Artificial que nos Estados Unidos já estão a ser rejeitados (10).
A isto junta-se a miopia política que só vê a curto prazo, o médio e longo não contam – as novas gerações que se desenrasquem. A solidariedade inter-geracional está desaparecida com os mais velhos a ignorarem as suas responsabilidades. E agora, para disfarçar a incompetência política há que correr atrás das metas do Plano Nacional Energia e Clima 2030 (PNEC2030). Há que forrar o país de centrais fotovoltaicos e arrasar os bens naturais, vistos como meros obstáculos ao “progresso”. E quanto mais extensas as áreas, melhor e quanto menos operadores em jogo, melhor para a concentração de capital e júbilo da preguiça político-administrativa instalada (11).
Contestação às mega-centrais: o que é que está a acontecer?
A indignação popular garantiu uma participação massiva, com máximos históricos nas consultas públicas das centrais Beira e Sophia, tendo esta última atingido 12.693 contributos (12). Contestou-se a falta de divulgação e do envolvimento prévio das populações afectadas; o hermetismo dos documentos disponíveis para consulta; a extensão dos projectos e das linhas de muito alta tensão; a fragmentação do território que ameaça a sobrevivência das espécies; o efeito cumulativo com a proximidade de outras centrais que foi ignorado; o aumento de temperatura, que até o promotor sinalizou; o abate de árvores, a proximidade dos povoados e a destruição da paisagem que arrastará consigo o tecido económico local, assente nos valores naturais. E confirmou-se, mais uma vez, o absurdo que é a legalidade de ser o próprio promotor a contratar a empresa que realiza o estudo do impacto ambiental – o conflito de interesses, instalado por José Sócrates. Uma legislação que beneficia as empresas e fragiliza a protecção incondicional dos comuns (ar, solo, água, biodiversidade, património genético, geodiversidade, paisagem, …) que são os pilares da nossa sobrevivência.
A indignação popular originou vários movimentos – Movimento Cívico Gardunha Sul , Cidadãos pela Beira Baixa, Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional e o Movimento Cívico em Defesa de Pedrogão S. Pedro e Bemposta, que juntamente com o Cova da Beira Converge e com a Quercus Castelo Branco, se desdobraram em acções de contestação cerrada. As manifestações gritaram – “O interior não está à venda”, “A Beira está viva e não morre, e não morre!”, “Painéis nos telhados, ovelhas nos prados” - fazendo-se ouvir bem alto, acompanhadas por bombos e adufes (13). Por fim, os autarcas que até ali tinham negociado com os promotores, mudaram de opinião e declararam-se unanimemente contra estes dois projectos (14).
Entretanto foram criadas duas petições, uma delas foi entregue na Assembleia da República (AR), no dia 30 de Janeiro, tendo-se seguido uma manifestação, no dia 31, em Lisboa. A outra, disponível no site da AR, tem 5.207subscritores, mas aguarda por mais 1.783 para ser discutida.(15)
O parecer negativo para os projectos Beira e Sophia foi anunciado respectivamente pela Ministra do Ambiente (29 de Dezembro) e pelo Primeiro Ministro (21 de Janeiro) nos meios de comunicação. Mas estes resultados continuam omissos no site Participa, tal como os relatórios de ambas as consultas, apesar da APA ter enviado o relatório para a Lightsource BP (promotor da Sophia) no dia 22 de Janeiro (16). Para contestar mais este atropelo realizou-se um protesto na delegação da APA em Castelo Branco, no dia 6 de Maio (17). Os cidadãos foram surpreendidos com a inexistência de livro de reclamações, obrigatório por lei, pelo que solicitaram a presença da autoridade policial para levantar um auto de ocorrência. Sem nenhum responsável para os receber, pois encontrava-se na capital, ficou bem patente a inoperância desta delegação da Agência Portuguesa do Ambiente, que a ministra pretende fragilizar ainda mais, num vasto território em que inúmeros problemas ambientais requerem fiscalização rigorosa e acompanhamento continuado.
Quais os perigos a evitar?
A sociedade civil saiu à rua para defender o que ama. E este despertar colectivo mudou o curso dos acontecimentos. A dificuldade está agora em manter esta energia, este envolvimento. Será que a Beira vai escapar ao padrão tipicamente português de iniciar algo, muitas vezes de forma brilhante, mas rapidamente desistir de o continuar? Sabe-se que a vontade cria caminhos, mas por cá, onde é hábito desvincular a palavra da acção, a vontade é bastante volátil. E esta é uma luta de David contra Golias, com a UE a querer-nos como zona de sacrifício para alimentar a tecnologia que, supostamente, vai solucionar a crise – Hidrogénio Verde, Centros de Dados, baterias de lítio, etc. Mas a possibilidade da vontade beirã revelar a robustez do granito é bem real e continua a alimentar a esperança.
( e consta que a esperança canaliza a inteligência, a vontade e o amor)
Depois de um pico de acções espontâneas, mais ou menos coordenadas, os movimentos estão agora a criar os seus equilíbrios internos e a amadurecer a sua capacidade de cooperação. Agora é preciso resistir à tentação de tomar atalhos, não olhando a meios para atingir os fins, pois esse caminho sabemos onde nos conduz. Em pleno Séc.XXI, do alto de tanta experiência e de tanto conhecimento, temos a obrigação de manter a lucidez e a qualidade do processo em curso, sem as quais os fins serão subvertidos. Como exigir procedimentos democráticos aos governantes e às empresas através de processos que não respeitam esses princípios?
Para além da incoerência, as divisões internas são a grande ameaça ao êxito deste tipo de processos. Como diz a sabedoria popular – “o povo unido jamais será vencido!”. Num país onde impera a narrativa da impotência – o que posso eu contra “eles”? – o nevoeiro da vitimização e da preguiça, rapidamente engole o brilho esperançoso e poderoso das vitórias conseguidas. E para evitarmos o mal-estar de falhar a defesa dos valores que nos definem enquanto humanos vamo-nos esquecendo delas.
Claro que é a união que garante as vitórias, veja-se por ex. o que aconteceu com a luta contra os eucaliptos em Valpaços (18) ou contra a exploração de petróleo no Algarve (19). Até a extraordinária vitória do 25 de Abril está agora a ser questionada. Assim, a imaturidade pessoal e democrática ligada ao egoísmo, à competição e à sede de poder, reforçadas pela ruptura dos laços comunitários, constituem sérias e permanentes ameaças. E no momento de enfrentar tensões, resolver conflitos e mal-entendidos, muitos não aguentam e optam por desistir, enfraquecendo o colectivo. A boa notícia é que essas crises são também oportunidades de crescimento. Saibamos nós aproveitá-las! Se queremos construir um mundo melhor, precisamos de sair do facilitismo das respostas primárias que o sistema actual estimula – fugir, paralisar e, sobretudo, atacar.
Urge criar um corpo individual e colectivo capaz de gerar reacções mais elaboradas, menos emocionais e mais racionais. O objectivo comum – a defesa incondicional dos bens naturais e culturais desta região e da sua compatibilização com as actividades económicas – é o nosso farol. Surpreendentemente, parece que a Beira Baixa está a deixar-se guiar por essa pequena luz (20).
Basta rejeitar as mega-centrais para ficar tudo bem?
Claro que não! O foco na transição energética por parte da UE, ilustra bem a profundidade da crise em que nos encontramos. O PNEC 2030 é o principal instrumento da transição energética anunciando “um futuro neutro em carbono”(21). É em função das suas metas que se está revestir o país de centrais solares. É muito curioso verificar como a importância do solo, como sumidouro estratégico de carbono, está a ser ignorada nesta discussão pública (22). Até as ONGAS só falam de tecnologia, esquecendo a importância crucial da agricultura próxima da natureza. Segundo a Plataforma Transgénicos Fora, com boas práticas agrícolas aplicadas em toda a Superfície Agrícola Utilizada (cerca de 42% do território nacional) conseguiríamos um aumento de 1% de matéria orgânica (húmus) no solo, num espaço de 10 anos. O que permitiria inclusive ultrapassar as metas da neutralidade carbónica (23). , com enormes benefícios na regeneração dos solos, do ciclo hidrológico e da biodiversidade. Para além disso teríamos a grande vantagem de aumentar a produção local de alimentos o que iria fortalecer a economia circular e reduzir significativamente o consumo de energia no transporte dos bens alimentares. A agrofloresta e a agricultura, mas não a intensiva, são a chave para grande parte dos nossos problemas - mas disso praticamente nada se diz. A ideia da separatividade está completamente enraizada mantendo a ilusão de que o ambiente nada tem a ver com a agricultura, como no séc.XX. Urge estimular o autoconsumo garantindo o acesso democrático à energia solar. Os painéis devem ocupar áreas antropizadas (telhados, auto-estradas, etc.), mas urge reduzir os consumos e acompanhar mais os ritmos da Natureza (24). Ou ainda alguém acredita que se pode substituir os combustíveis fósseis por energias limpas e manter o estilo de vida com o nível de consumismo actual ?
É muito importante dizer não a todas as Sophias e Beiras que surjam! Mas o “não” é insuficiente - não queremos isto, não queremos aquilo, mas afinal o que é que queremos? Se o território não quer ser pensado por entidades sem ética, precisa urgentemente de o preencher com as suas próprias propostas. É urgente formular desejos colectivos através de cenários de mudança localizados. Quanto mais localizados mais exequíveis o serão, no âmbito das políticas regionais e/ou municipais. O cenário de mudança dará sentido e guiará o processo de transformação colectiva que vai alimentar-se da inteligência do lugar (25). A Quercus CB já iniciou esse trabalho no âmbito do Ciclo de Reflexão & Debate – “O que queremos para o Distrito de Castelo Branco no próximo ciclo político?”(26)
O trabalho excepcional já realizado pela sociedade civil comprova a existência de uma inteligência coletiva poderosa. A energia de mudança existe, está activa, mas exige cuidado e envolvimento continuados. O futuro está em aberto, será também o que fizermos agora . E o que é que vamos fazer? Ter o trabalho de tomar a vida nas nossas mãos ou a preguiça de sermos vividos pelo sistema?
Graça Passos
Notas:
1. Maria Filomena Molder | 29 de Fevereiro 2016, "Não te esqueças de viver!": https://vimeo.com/157437536 ; Nesta conferência, que será publicada brevemente, a autora partilha uma reflexão profunda, e urgente, sobre o modo como estamos a viver instigando-nos à mudança.
2. Carlos A. Cupeto "A Inteligência do Lugar - para uma transição ecológica enraizada" Jornal Público, 24.08.2025: (https://www.ceentaa.pt/items-1/a-intelig%C3%AAncia-do-lugar-%E2%80%93-por-uma-transi%C3%A7%C3%A3o-ecol%C3%B3gica-enraizada )
3. Reportagem da NOW de 29 de Março ( https://www.nowcanal.pt/programas/reporter-sabado/detalhe/reporter-sabado-temporada-3-ep-22-central-de-biomassa-do-fundao-incumpre-acordo-e-moradores-vivem-com-cinzas-a-ceu-aberto ) seguido de debate ( parte 1: https://www.youtube.com/watch?v=Ri9GqJtbCcU e parte 2: https://www.youtube.com/watch?v=usqPMoHQ_m8
4. Carta aberta ao Presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova: https://www.stopogm.net/carta-aberta-ao-presidente-da-camara-municipal-de-idanha-a-nova/
7. Artigo da Agência Europeia do Ambiente, Março de 2019: https://drive.google.com/file/d/1F5mWDwzjGjDmx7uc3ifrvp_-sSx5dwIY/view?usp=sharing )
8. Estudo feito no Massachusetts Institute of Technology (MIT), liderado por Donella e Dennis Meadows e publicado em 1972 com o título ‘Os Limites ao Crescimento’ . Avaliaram parâmetros como a produção alimentar e industrial, a disponibilidade de recursos não renováveis e os níveis de poluição no contexto de um modelo socioeconómico assente no crescimento exponencial. Concluíram que, mantendo o sistema vigente, os limites ao crescimento seriam atingidos dentro de 100 anos, seguidos de um colapso abrupto. Concluíram também que, optando por um sistema socioeconómico diferente, era possível evitar a catástrofe, satisfazer as necessidades básicas de todos e atingir estabilidade económica e ecológica sustentável. Texto adaptado de https://decrescimento.pt/crescer-ate-rebentar-50-anos-dos-limites-ao-crescimento/
9. Vejamos por ex.: “Juntos Na Rutura”, Jem Bendell, Bambual Portugal, 2025 e “Sobre o Combate contra a Mudança Climática”, António Cândido Franco, Tipografia Lousanense 2024 (nova versão do texto publicado na revista “A Ideia” nº100/103)
10. Miguel Nicolelis - https://www.youtube.com/live/YNjrdQQuJjM?is=4cMqoadEPZOw08ba
11. João Joanaz de Melo no debate público organizado pela Naturtejo a 12 de Novembro, no Centro Cultural Raiano em Idanha-a-Nova: https://www.facebook.com/Quercus.Castelo.Branco/videos/4315456935441152/
12. https://participa.pt/pt/consulta/a-csf-de-sophia-e-as-lmat-associadas
13. Texto escrito para a intervenção pública da Quercus na Manifestação " O interior não está à venda": https://drive.google.com/file/d/1Jcy6mVahMhmJhU63EvOQS7ikchgJW-YN/view?fbclid=IwY2xjawRmDmtleHRuA2FlbQIxMABzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEeYrFukpBYxbbg1a-ryMUX_3k-cdGUBPtooETb701dlQ9GWB3mPqd6hR-co0Q_aem_xIBR0NQRWh1KoFYDFNf6-g e reportagem SIC na 1ª manifestação do Fundão: https://sicnoticias.pt/pais/2025-11-04-video-vamos-comer-paineis--populacao-do-fundao-em-protesto-ruidoso-contra-o-novo-parque-solar-sophia-12ee5fdb#Echobox=1762279673
16. Minuto 43’ https://youtu.be/_Ok2GWrsf58?is=kKoPd4--03dJi5Lv
17. TVI- em directo - https://www.facebook.com/share/v/1BWGfq8XEh/ | https://tvi.iol.pt/noticias/video/ativistas-unem-se-em-protesto-contra-parques-de-paineis-fotovoltaicos-que-produzem-ruido-semelhante-ao-de-uma-motorizada/69fb7a430cf21fcd837737e0 | Manifestação 31 de Janeiro - https://www.facebook.com/share/v/14b8v3GhB4Z/
18. https://www.dn.pt/arquivo/diario-de-noticias/ha-30-anos-lutaram-contra-os-eucaliptos-e-a-terra-deles-nunca-mais-ardeu-10746016.html
19. https://tvi.iol.pt/noticias/videos/meia-centena-de-pessoas-em-protesto-contra-exploracao-de-petroleo-na-costa-vicentina/5b167f240cf248a37235c37 | https://www.publico.pt/2016/05/01/sociedade/noticia/uma-concessao-polemica-uniu-o-algarve-contra-o-petroleo-1730607 | https://greensavers.sapo.pt/poco-de-petroleo-na-costa-alentejana-rejeitado-pelas-autarquias-ong-e-empresarios-do-turismo-agricultura-e-imobiliario/
20. Poema “Uma Pequenina Luz” de Jorge Sena: https://www.youtube.com/watch?v=e6JofZ13JSE
21. https://apambiente.pt/clima/plano-nacional-de-energia-e-clima-pnec
22. DNoticias: “Restauração dos solos é meio mais eficaz para arrefecer planeta”: https://www.dnoticias.pt/2026/4/26/489751-restauracao-dos-solos-e-meio-mais-eficaz-para-arrefecer-planeta/ | Público: “A “esponja de carbono” do solo é o sistema de arrefecimento da Terra que continuamos a ignorar”: https://www.publico.pt/2026/04/22/azul/noticia/esponja-carbono-solo-sistema-arrefecimento-terra-continuamos-ignorar-2171622 | Earth Day Report: The Soil Carbon Sponge — sobre a relação entre a matéria orgânica, os ciclos da água e a resiliência climática
24. Encontro CBC sobre Comunidades de Energia Renovável: https://www.youtube.com/watch?v=UpQS765BWtk&t=10931s
25. Inteligência do LUGAR do colapso global à vida local” de Carlos Alberto Cupeto: https://silabo.pt/catalogo/ciencias-sociais-e-humanas/outros-ciencias-sociais-e-humanas/livro/inteligencia-do-lugar/
26. Evento FB: https://fb.me/e/7j8o57Dnz ;CENÁRIOS : MUDANÇA - https://drive.google.com/file/d/1FgoCzIaqJ7fcWIugiUV7Hf3XHRYDvXRP/view?usp=drive_link e CONTINUIDADE- https://drive.google.com/file/d/1WkqH4zBViWeip8-sZn7NtTAaYHGJlgG7/view?usp=sharing
Nota Biográfica: Graça Passos é licenciada em Biologia, professora, produtora cultural/programadora e cidadã activa nas áreas da arte contemporânea, agricultura e ambiente. Co-fundou, dirigiu, e/ou foi activa em várias organizações nomeadamente: Agrobio- Associação Portuguesa de Agricultura Biológica, Associação Portuguesa de Programadores Culturais, Monumental, artistas associados, CENTA, associação cultural, REDE- Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea , Tavira em Transição, Rede para o Decrescimento, PTF-Plataforma Transgénicos Fora. Actualmente preside à direcção da CEENTAA, associação cultural e ambiental e da Quercus Castelo Branco. Mais info em: https://www.ceentaa.pt/g-passos