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9º Encontro de 2025 do Núcleo de Lisboa | O que seria uma arte convivial?

Encontro presencial | 29 Novembro | 10h30-16h30, Jardins do Bombarda
9º Encontro de 2025 do Núcleo de Lisboa | O que seria uma arte convivial?
© Largo Residências

Este encontro resulta de uma parceria entre a Rede e a cooperativa cultural Largo Residências (website) e decorrerá nos Jardins do Bombarda - Centro Cultural e Comunitário (website; localização).

O encontro terá o seguinte programa:

10h30 – 12h30: Reunião do Núcleo na Sala de Ensaios

12h30 – 14h30: Almoço no restaurante Bambi Bambi (inscrição obrigatória para nucleo.lisboa@decrescimento.pt até dia 26 Nov, incl.)

14h30 – 16h30: Conversa aberta ao público, sob o mote "O que seria uma arte convivial? Perspectivas decrescentistas sobre as práticas artísticas" (sinopse abaixo), com membros da Rede e do Largo Residências (Sónia Sousa) - nos Jardins Românticos, se houver sol; em caso de chuva, será na mesma Sala de Ensaios da manhã.

Sinopse da conversa: O decrescimento é, simultaneamente, um conceito e um movimento internacional de natureza política, cultural e prática, que denuncia e critica desde o início dos anos 2000 as bases do modelo socioeconómico dominante, nomeadamente, o crescimento acelerado da produção e do consumo de bens e serviços (medido pelo PIB, Produto Interno Bruto), e a mercadorização global desregulada, como vias principais de satisfação das necessidades e da criação de bem-estar e prosperidade sociais. A emergência de uma cultura de suficiência e simplicidade voluntária é um pré-requisito para a mudança política necessária e requer uma transformação das subjetividades para além do produtivismo e do consumismo, que se deve estender a todas as áreas de actividade humana. Ivan Illich, uma referência teórica do decrescimento, defendia "ferramentas conviviais" que fortalecessem a cooperação entre as pessoas, ao invés de criar dependência dos sistemas mercantis globais. Uma arte alinhada com o decrescimento poderia tornar-se num instrumento de emancipação e fortalecimento das comunidades, deixando de ser apenas mais um instrumento da economia produtivista e mercantil. O que seriam então práticas artísticas decrescentistas e conviviais?