Aquivos por Autor: admin

Ciclo de webinários da MANIFesta 2020 – “Construir Comunidades Justas e Sustentáveis”

Decorrerá no próximo dia 26 de Junho pelas 10h00, a 2ª sessão do ciclo de webinários da MANIFesta 2020 – “Construir Comunidades Justas e Sustentáveis” – dedicada ao tema “Políticas para a crise socio-ecológica”, que
será abordado segundo as quatro dimensões da MANIFesta: Território, Igualdade, Ecologia e Democracia.
A participação é livre mas requer inscrição aqui.
Para mais informações sobre a sessão, consultar: ANIMAR_Manifesta_Progr webinario 26Jun
Políticas para a crise sócio-ecológica_info_26Jun evento no facebook

Dia Global do Decrescimento – Núcleo de Lisboa: caminhada na Serra de Carnaxide | Fotos & Impressões

A celebração do Dia Global do Decrescimento pelo núcleo de Lisboa da Rede para o Decrescimento (Rede DC) consistiu numa caminhada na Serra de Carnaxide (concelho de Oeiras, zona metropolitana de Lisboa), organizada em colaboração com o Movimento Preservar a Serra de Carnaxide (MPSC) e com o apoio do Centro Comunitário de Linda-a-Velha (CCLAV). A caminhada juntou cerca de 35 pessoas (dos 8 aos 80 anos), em dois grupos, que fizeram um percurso de duas horas pela encosta sul daquela Serra, do lado de Carnaxide, através do qual foi possível apreciar as diferentes qualidades daquele território: paisagística, natural (botânica) e patrimonial. Para um dos grupos, o percurso iniciou-se na zona urbana do núcleo antigo de Carnaxide, acompanhando o trajecto do ramal do aqueduto de Carnaxide (subterrâneo), visível apenas pelos respiradores/clarabóias em pedra que pontuam aquele trajecto. O percurso abandonou depois a zona urbana, subindo a encosta pela Rua da Mina Grande até perto da Mãe d’Água. A partir daí o trajecto coincidiu com o do segundo grupo, que iniciou a caminhada neste local. O percurso fez-se por uma zona florestada (bosque misto com pinheiros, freixos, lódãos, casuarinas, sobreiros, etc.), atravessando de seguida uma zona de eucaliptal e subindo depois a encosta através de uma zona extensa de mata mediterrânica (carrasco, sanguinho, zambujeiro, pereira-brava, madressilva, etc., além de várias herbáceas em flor, como o hipericão, o cardo-dourado e várias cistáceas, como a roselha e a estevinha). Neste troço foi possível admirar as vistas para sul: vale do Jamor, Linda-a-Velha, Carnaxide, Monsanto e margem sul, com a serra da Arrábida e o cabo Espichel no horizonte. Depois de atravessar uma zona de mato mais denso, chegámos ao topo da serra atravessando a linha de demarcação entre os concelhos de Oeiras e da Amadora, e entrando em pleno estaleiro do empreendimento imobiliário SkyCity. Por entre os blocos de apartamentos inacabados, os guindastes, as pilhas de materiais e escombros das obras, pudemos avistar a serra de Sintra a oeste e as colinas densamente urbanizadas do concelho da Amadora a Norte. Abandonámos aquele desastre urbanístico em curso (cujo lema se podia ler num cartaz afixado no local: “União perfeita para viver e investir”) para voltar à zona de mato mediterrânico que ainda resta, iniciando a descida da encosta de novo para sul em direcção aos respiradores do aqueduto que estão plena serra. Voltámos a entrar em zona florestada onde se encontram alguns belos exemplares de carvalho-cerquinho. Atravessámos no final um pequeno prado e descansámos à sombra de um pinhal manso jovem onde houve intervenções dos co-organizadores (Rede DC, MPSC) e partilhas dos caminhantes e representantes de outros colectivos (CCLAV e Fábrica das Alternativas), a que seguiu um piquenique com um número mais reduzido de participantes.
A caminhada permitiu tomar conhecimento directo com as diferentes realidades de um território que inclui um vasto espaço público, parcialmente florestado e natural (vegetação espontânea), de interessantes qualidades botânicas e paisagísticas, mas que se encontra ameaçado por diversos projectos urbanísticos, projectados (concelho de Oeiras) ou já em curso (concelho da Amadora), o que se deve em parte ao facto da Serra de Carnaxide não beneficiar de estatuto de protecção. Por outro lado, aqueles projectos são oriundos de uma visão urbanística ligada a interesses económicos e imobiliários, que não têm conta a salvaguarda de um espaço de natureza de inegável qualidade e que merece ser conhecido, usufruído, valorizado e preservado pelos habitantes da área metropolitana de Lisboa.
(+ fotos aquiaqui)

Dia Global do Decrescimento: “Uma vida boa para todos”

Celebra-se no próximo dia 6 de Junho o Dia Global do Decrescimento sob o lema “Uma vida boa para todos”.
Os dois núcleos da Rede, Lisboa e Porto, irão realizar actividades locais nesse dia, cuja informação podes consultar aqui no site, nesta mesma agenda de actividades e eventos.
Caso não possas participar nas nossas actividades, podes ainda consultar o mapa internacional dos eventos comemorativos previstos para esse dia. Alguns destes são online e abertos à participação à distância.
Votos de um bom Dia do Decrescimento para todos!

Dia Global do Decrescimento – Núcleo do Porto da Rede DC: Caminhada decrescentista à beira-rio pela manhã e visionamento de filme ao final da tarde

No Dia Global do Decrescimento, o núcleo do Porto da Rede DC vai realizar, pela manhã, uma caminhada-passeio desde a Ponte de D. Luís até à Ponte do Freixo, passando pela zona do Areinho, aproveitando os passadiços da marginal de Gaia, ao longo da margem sul do Douro.  Ao fim da tarde, haverá visionamento no Gato Vadio do filme O Planeta dos Humanos (versão legendada em PT), seguido da sua discussão. 
Convidamos quem queira juntar-se a nós nestas iniciativas pelo Decrescimento. 
.Ponto de encontro Caminhada: 11h da manhã, em frente às caves Burmester, ponte D. Luís do lado de Gaia, tabuleiro de baixo. Não te esqueças da máscara, convém trazer água e indumentária adequada.
.Ponto de encontro Filme: 18h30, no Gato Vadio, Rua da Maternidade, 124. Número limitado de participantes. Uso de máscara requerido. 
Para alguma questão, poderás contactar-nos para o endereço de email abaixo ou utilizar o espaço de discussão na página facebook do evento.
nucleo.porto@decrescimento.pt
Podes ver a nossa actividade no mapa internacional dos eventos comemorativos previstos para o dia.

Dias do Decrescimento: vídeos e podcasts das sessões. ACTUALIZAÇÃO COM TEXTOS E APRESENTAÇÕES DOS ORADORES CONVIDADOS

Ver ou rever os “Dias do Decrescimento”:VÍDEOS E PODCASTS DAS SESSÕES

Textos e apresentações dos oradores convidados(nota: esta secção será actualizada se/quando nos chegarem textos dos restantes oradores intervenientes)
Jorge Gonçalves
Economia Solidária e Decrescimento: Uma breve história destes dois conceitos e o que nos propõem em comum para pensarmos o futuro?
Inês Cosme
Decrescimento: uma chamada para a justiça ambiental e social

Giacomo D’Alisa
Rendimento de cuidado. A centralidade da vida durante e depois da pandemia da Covid-19.
Jorge Leandro Rosa
Dias do decrescimento
André Barata
Território de lugares – Para um decrescimento espácio-temporal


Dia Global do Decrescimento – Núcleo de Lisboa da Rede DC: Caminhada na Serra de Carnaxide

O Núcleo de Lisboa da Rede para o Decrescimento (Rede DC) em colaboração com o Movimento Preservar a Serra de Carnaxide (MPSC) propõem uma caminhada na Serra de Carnaxide, a ter lugar na manhã do próximo dia 6 de Junho (Dia Global do Decrescimento).
Este evento conta com o apoio do Centro Comunitário de Linda-a-Velha
A caminhada poderá ser realizada individualmente, em família, ou em grupo.
Qualquer opção terá em conta as restrições devidas à pandemia da Covid-19 e estão planeadas partidas separadas de modo a manter o distanciamento.
A participação é sujeita a inscrição prévia até 5ªf. dia 4 Jun (incl.), indicando o percurso escolhido/ponto de partida (ver abaixo) para se poder organizar atempadamente os caminhantes e deve ser feita para o seguinte endereço: nucleo.lisboa@decrescimento.pt
Esta caminhada tem como objectivos:
– proporcionar o contacto directo com o património natural da Serra de Carnaxide, que importa defender e preservar porque está ameaçado por projectos imobiliários e urbanísticos norteados por interesses económicos que não têm em conta os valores paisagísticos e naturais do território;
– divulgar a Petição Preservar a Serra de Carnaxide do movimento proponente (MPSC).
Proposta de programa: (Optar por percurso 1 ou 2)
Percurso 1 (cerca de 3 km; 2h, grau de dificuldade moderado):
Dois pontos de partida
Ponto de partida 1 – Junto à Igreja de São Romão / Carnaxide                       9:45 Ponto de encontro                      10:00 e 10:15 Saída dos grupos para o percurso longo que vai até ao topo da Serra (junto ao empreendimento Sky City);
Ponto de partida 2 – Junto à Mãe de Água                       10:30 e 10:45 Início do percurso a partir do local 1 (bosque com pinheiros e freixos) junto à Rua da Mina Grande e que subirá a                                encosta até ao topo, passando pelo empreendimento Sky City, descendo depois em direcção aos respiradores do aqueduto e                                  regressando ao local 1 (ca. das 12h/12h15).
Percurso 2 (cerca de 1,5 km; 1h, grau de dificuldade baixo):
Junto à Mãe de Água                      11:00 e 11:15 Início do percurso a partir do local 1 (bosque com pinheiros e freixos) em direcção aos respiradores do aqueduto,                                 subida da encosta e regressando pela Rua da Mina Grande até ao  local 1 (ca. das 12h/12h15)
Percurso 1 + percurso 2 – final opcional em espaço aberto:                     12:30 Curtas intervenções dos organizadores e partilhas dos caminhantes
                     13:00 Piquenique no mesmo local (opcional)
Trazer chapéu, calçado confortável para caminhada, água e snack, e alimentos/bebida para o piquenique, caso pretenda almoçar no local.
Evento no site internacional do Decrescimento

Ciclo de webinários da MANIFesta 2020 – “Construir Comunidades Justas e Sustentáveis”

A Rede DC faz parte do conjunto de entidades promotoras e organizadoras da MANIFesta (Assembleia, Feira e Festa do Desenvolvimento Local, promovida pela Animar) cujo lema desta edição é “Construir Comunidades Justas e Sustentáveis“, evento que deveria ter lugar em Outubro próximo na Covilhã, mas que foi adiado para a Primavera de 2021, em datas a decidir.
Este grupo decidiu iniciar desde já as actividades da ManiFesta promovendo uma série de webinars sobre os quatro eixos da ManiFesta: território, igualdade, ecologia e democracia.
Manifesta_1.º comunicado_Mai2020
O 1.º webinário terá lugar no próximo dia 20 de maio pelas 10h00 com uma sessão dedicada ao tema “Sistemas Alimentares Locais”.
A participação é livre mas requer inscrição aqui.
Para mais informações sobre a sessão, consultar: PDF Webinario MANIFesta 20Mai_Sistemas Alimentares Locais  facebook da Animar evento no facebook

Carta aberta “Degrowth, New Roots for the Economy. Re-imagining the Future After the Corona Crisis”

Foi divulgada no dia 13 de Maio a carta aberta “Degrowth, New Roots for the Economy. Re-imagining the Future After the Corona Crisis” promovida pela plataforma decrescentista internacional  ‘degrowth.info‘ e subscrita por mais de 1000 personalidades e 70 organizaçãoes decrescentistas de mais de 60 países, incluindo a Rede para o Decrescimento.
Os decrescentistas propõem aos actores económicos e institucionais, nacionais e internacionais, assim como à sociedade civil, um conjunto de cinco princípios para informar as acções de mitigação das actuais crises social e ambiental que devem ser prioritárias no período pós-pandemia:colocar a vida no centro dos sistemas económicos, reavaliar radicalmente quanto trabalho e que tipo de trabalho é necessário para garantir uma vida boa para todos,  organizar a sociedade em torno da provisão de bens e serviços essenciais, democratizar a sociedade e basear os sistemas políticos e económicos no princípio da solidariedade. É possível aceder ao texto integral da carta em inglês e português, assim como ao post de divulgação e ao comunicado de imprensa, a partir das seguintes ligações:Versão EN: open letter Degrowth: New Roots for the EconomyVersão PT: carta aberta Decrescimento: novas raízes para a economiaPostMore than 1,000 experts call for Degrowth as post-COVID-19 pathPress Release

A relevância do decrescimento para reflectir sobre a pandemia da COVID-19

Texto publicado originalmente no facebook do CIDAC – O Antes, o Agora e o Depois, 11 Maio 2020
Em boa hora o CIDAC decidiu voltar a disponibilizar os seus registos documentais da vinda a Portugal em Março de 2012, a seu convite, de Serge Latouche, reconhecido pensador e activista do movimento decrescentista em França. A conferência proferida na Gulbenkian e o seminário que deu no CIDAC, para além do seu livro ‘Pequeno tratado do decrescimento sereno’ que li na altura, foram a minha porta de entrada para o pensamento decrescentista, que tenho vindo a consolidar desde então e que se concretizou mais recentemente com o lançamento da Rede para o Decrescimento, da qual sou co-coordenador. 
A consciência de que estávamos a assistir ao agravamento de uma crise ecológica global, cuja causa profunda estava ligada a um sistema económico que exercia uma pressão insustentável sobre os recursos naturais e provocava a destruição de diversos ecossistemas, já estava presente em mim nessa altura. No entanto, as ligações ao modelo de desenvolvimento ocidental intensificado no pós-guerra da 2.ª metade do séc. XX e ao paradigma tecnológico e industrial, extractivista e produtivista, vigente desde a revolução industrial, tornaram-se ainda mais claras. O pensamento decrescentista, que se consolidou principalmente na Europa a partir do início dos anos 2000 entre académicos e investigadores das ciências sociais e políticas, em particular das áreas da ecologia política e da economia ecológica, tem vindo a produzir conhecimento e reflexão sobre as crises ecológica e social que se agudizaram com a globalização das políticas económicas neoliberais das últimas décadas. Para além de fazerem uma crítica ao modelo socioeconómico dominante, ambientalmente insustentável e socialmente injusto, baseado no crescimento permanente da produção e do consumo, e na mercadorização e financeirização económica desreguladas, os decrescentistas têm vindo a apresentar alternativas. Entre elas, destacam-se a relocalização das actividades económicas, a redução dos horários de trabalho e a redução da produção e consumo de bens e serviços para níveis sustentáveis, promovendo a frugalidade e simplicidade voluntárias mas garantindo mecanismos de equidade e justiça social.
Fazendo a ponte para o momento presente, as medidas de mitigação da pandemia da COVID-19, que envolveram uma redução abrupta e forçada das actividades económicas, têm sido equiparadas com o decrescimento. No entanto, não correspondem à transformação planeada e socialmente justa que o movimento decrescentista propõe. O que a pandemia tornou visível foram a insustentabilidade e fragilidade do sistema económico e financeiro globalizado, dada a sua dependência do consumo supérfluo e da movimentação incessante de pessoas, mercadorias e capitais. As propostas decrescentistas de incentivar ecossistemas económicos cooperativos e locais poderão contribuir para evitar uma retoma do sistema económico convencional e para mitigar os impactos económicos e sociais nefastos da recessão económica que está iminente. De referir que o decrescimento rejeita as estratégias da ‘economia verde’ e do desenvolvimento sustentável que surgem como alternativas progressistas, mas que não põem em causa o paradigma do crescimento económico. O decrescimento propõe modos de vida baseados numa ética do cuidado, da frugalidade e da suficiência, e numa gestão equilibrada e participativa dos bens comuns, conducentes não só ao aumento dos níveis de satisfação emocional e psicológica, individual e colectiva, como também dos bens relacionais e conviviais.
Álvaro Fonseca / Rede DC